Hemangioma pode ter tratamento barato e simples
março 9, 2010 by admin
Categoria: Saúde | Bem Estar
Hemangioma, que atinge 5% das crianças brasileiras, pode ter tratamento barato e simples, graças a medicamento utilizado para tratamento de doenças cardíacas.
De acordo com estatísticas mundiais da International Society for the Study of Vascular Anomalies, cerca de 5% das crianças no mundo desenvolvem esse tipo de tumor nos primeiros meses de vida. 60% dos casos ocorrem na área da face e a incidência é de 3 a 5 vezes maior em bebês do sexo feminino. Estudos originados na França apontam que o Propanolol, utilizado para tratamento de doenças cardíacas e no controle da pressão alta, é um aliado eficaz no tratamento da doença.
O que fazer quando o bebezinho, que ainda nem aprendeu a falar ou engatinhar, apresentar uma mancha avermelhada na face que, gradativamente, cresce de forma rápida e muitas vezes preocupante com o passar dos meses? Pais de primeira viagem ou não, as patologias que acometem bebês e crianças sempre causam sofrimento e preocupação.
Os hemangiomas infantis são tumores benígnos formados por células endoteliais, ou seja, células que formam os vasos sanguíneos. Crescem rapidamente e apresentam regressão espontânea, que nem sempre é completa. Muitos hemangiomas podem causar problemas devido ao tamanho e a localização e devem ser tratados.
Se não tratados rapidamente e de forma correta, os hemangiomas no rosto podem causar desfiguração e interferir no desenvolvimento visual ou causar obstrução das vias aéreas, podendo até evoluir para uma necrose por insuficiência vascular. Durante o crescimento dos tumores, pode ocorrer ulceração, sangramento ou infecção local, causar muita dor e desconforto.
Esses tumores possuem um comportamento bem diferente das manchas planas avermelhadas dos recém-nascidos na área da testa, entre as sobrancelhas ou (na) nuca, popularmente conhecidas como “Bicada da Cegonha” ou “beijo de anjo”, que sempre desaparecem rapidamente durante os primeiros meses e não aumentam de tamanho.
O cirurgião plástico Dov Charles Goldenberg, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e responsável pelo atendimento destas crianças no setor de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas em São Paulo, com mais de 10 anos de experiência na área, escreveu diversos artigos sobre a patologia. Em 2009, em um dos congressos que participou nos Estados Unidos, Goldenberg acompanhou um estudo em que foi descoberto um novo aliado no tratamento medicamentoso de hemangiomas, o Propanolol, um beta bloqueador, classicamente utilizado para tratar pessoas com doenças cardíacas, como a hipertensão arterial.
Ao utilizarem o Propranolol em crianças para tratar o aumento de pressão arterial causado por um dos medicamentos utilizados no tratamento clínico dos hemangiomas, foi observada uma redução drástica dos tumores.
Um dos poucos cirurgiões no País a tratar esse tumor em crianças, o especialista explica: “O tratamento dos hemangiomas exige um amplo conhecimento no assunto, principalmente para que se evitem tratamentos inadequados ou ineficazes decorrentes de um diagnóstico incorreto. As cirurgias ligadas à cura ou melhorias dos hemangiomas devem ser realizadas por profissionais especialistas na área”, complementa.
Como tratar?
Os hemangiomas podem se apresentar de diversas formas e tamanhos e possuem três fases de desenvolvimento. A fase inicial de crescimento proliferativa, seguida de uma fase de regressão espontânea (involutiva) e a terceira fase de equilíbrio final (involuída).
Vale ressaltar que uma vez estabilizada, (hemangioma involuído), não implica obrigatoriamente em retorno à normalidade, uma vez que no local da lesão podem restar sequelas, como tumor residual, atrofia cutânea, áreas cicatriciais, alopecia (redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em determinada área de pele) e irregularidades de contorno.
A fase proliferativa pode atingir a criança nos primeiros 12 meses de vida e alcança, na maior parte dos casos, suas dimensões máximas ao redor de 9 a 12 meses, podendo estender até os 2 anos de idade.
Goldenberg explica que os medicamentos mais comumente receitados são o corticoide (prednisona) e o alfa-interferon, que nem sempre alcançam resultados plenamente satisfatórios. No caso do corticóide, pode haver o desenvolvimento da hipertensão arterial.
“O mecanismo específico de ação desses medicamentos não é totalmente esclarecido, podendo ocorrer respostas efetivas ou apenas uma redução na taxa de crescimento da lesão. Ambos possuem efeitos colaterais como aparência cushingóide (face arredondada), a já citada hipertensão arterial, transtorno gastrointestinais, diminuição da velocidade de crescimento, ganho de peso e neutropenia (a quantidade normalmente baixa de neutrófilos no sangue), anemia, alterações hepáticas e febre”, diz o especialista. Felizmente, grande parte destes efeitos adversos é reversível com a suspensão da medicação.
Diversos fatores estão implicados no aparecimento dos hemangiomas, como a ação hormonal, alterações nas células tronco precursoras de células endoteliais e fatores angiogênicos (estimuladores da proliferação dos vasos).
Diferente das malformações vasculares, que persistem até a idade adulta e não regridem, os hemangiomas são tumores vasculares benignos, decorrentes de distúrbios no processo da formação de estruturas vasculares de acordo com a classificação dada pela “International Society for the Study of Vascular Anomalies” (ISSVA), entidade internacional responsável por definir as diretrizes no tratamento das anomalias vasculares.
Há como prevenir?
Segundo o especialista, infelizmente não há exames laboratoriais que possam denunciar uma possível patologia nas crianças, mas os pais devem ficar atentos a pequenas lesões na pele, mesmo que pareçam insignificantes, e possíveis manchas que surgirem logo após o nascimento. “Felizmente a grande maioria dos hemangiomas não causam maiores problemas, mas devido à alta incidência na população e risco de desenvolvimento de problemas durante o crescimento dos (tumores), os casos devem ser prontamente diagnosticados e adequadamente conduzidos,” afirma Goldenberg.
A patologia atinge o psicológico da criança e dos pais
A grande maioria dos hemangiomas tem evolução para regressão completa sem intercorrência e a melhor conduta é a expectante, caracterizada por acompanhamento medico especializado e rigoroso, documentação fotográfica seriada e apoio psicológico ao paciente e seus pais.
Em alguns casos, a evolução favorável não ocorre e aí entra o trabalho do cirurgião plástico para reduzir o volume da lesão, tratar a dor, sangramento ou infecção, restabelecer a integridade funcional e estética do paciente.
A participação de um psicólogo para orientar a família também é de grande importância. A criança sofre por não entender o que acontece, sente desconforto e medo. Os pais sentem-se culpados, injustamente, possuem pouca informação sobre a evolução da doença, e assistem seus filhos passarem por grandes dificuldades muito cedo e pela discriminação de pessoas que não sabem lidar com a aparência muitas vezes chocante.
“O comprometimento estético e a dificuldade de convívio social na presença de lesões muito visíveis e estigmatizantes muitas vezes justifica a indicação de tratamento cirúrgico”, explica o especialista. Como a doença passou um bom tempo sem ser adequadamente classificada e com um protocolo de tratamento padronizado, muitos pais não sabiam para onde correr. Hoje em dia, é possível observar na internet diversas mães que criaram blogs para trocar informações entre si e até mesmo desabafar preconceitos vividos.
Cirurgia estética ou reparadora?
Os procedimentos cirúrgicos indicados têm o objetivo primordial de tratar o comprometimento funcional, e estabilizar as funções em casos emergenciais. Nos casos de indicação relativa, o tratamento cirúrgico é mais indicado para lesões em áreas em crescimento com potencial desfigurante, como o nariz, lábios e orelhas. Nestes casos, o crescimento do hemangioma pode causar distorção definitiva das estruturas em crescimento e a remoção deste “efeito de massa” pode ser importante para o desenvolvimento da estrutura em crescimento.
Lesões pedunculadas e facilmente removíveis também são de indicação cirúrgica pela característica definitiva do tratamento, assim como as lesões involuídas. O tratamento cirúrgico se faz necessário para o tratamento das deformidades residuais definitivas, que somente serão reparadas com este tipo de abordagem.
Dov Charles Goldenberg (Cirurgião Plástico e crâniomaxilofacial)
Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, é chefe de equipe do Hospital Israelita Albert Einstein, vice-presidente da Associação Brasileira de Cirurgia Crâniomaxilofacial e médico titular do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital A.C.Camargo.
Vanessa Fusco
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Lesões nas mãos afetam principalmente mulheres
março 1, 2010 by admin
Categoria: Saúde | Bem Estar
Atividades repetitivas são principais causas de doenças nos dedos
Travamento, estalidos, nódulos e dor nos dedos das mãos podem ser sintomas de uma doença que tem crescido nos últimos tempos e afeta principalmente as mulheres, em especial após os 35 anos e nos períodos de gestação. Durante a gestação normalmente é transitório, podendo ser de difícil tratamento após os 35 anos. Nesta fase a cirurgia é o tratamento definitivo.
De nome complicado, a tenosinovite estenosante, também conhecida como ‘dedo em gatilho’, tem sido diagnosticada com frequência nos consultórios médicos.
“A doença envolve os tendões que passam por túneis (polias) dentro dos dedos. Se houver a formação de um nódulo no tendão ou ocorrer um edema na bainha que o envolve, ele então se tornará mais largo, ficando comprimido nesses túneis. Conforme a pessoa mexe os dedos, ela irá sentir um estalo ou escutar um barulho na mão. Nos casos mais graves o dedo pode até travar flexionado”, explica o ortopedista Vicente Carlos Franco Macedo.
Estudo sobre o tema, publicado na Revista Brasileira de Ortopedia, da SBOT, comprova a predominância da doença em mulheres (85%), com idade entre 23 e 83 anos. Sendo que os dedos mais afetados foram o anular (57%) e o médio (42%), principalmente da mãe direita (72%). Todos os pacientes avaliados eram destros.
Todos esses números reforçam os movimentos repetitivos como uma das principais causas da doença. “Esses pacientes tem profissões ligadas ao uso repetitivo de movimentos das mãos, como no caso de digitadores e costureiras”, relaciona o médico, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT.
Neste grupo de maior incidência estão ainda operadores de caixa registradora, trabalhadores de linha de montagem, profissões ligadas ao uso do computador, entre outras que exigem o uso excessivo das articulações dos dedos. “Por estas características, o dedo em gatilho é classificada como lesões por esforços repetitivos (LER) ou as lesões por traumas cumulativos (LTC) e consta na relação de doenças do trabalho”, apresenta.
Segundo o médico, algumas doenças também são consideradas como responsáveis pelo desenvolvimento desse tipo de tenosinovite, como a artrite reumatóide, diabetes, hipotireoidismo e algumas infecções (tuberculose, infecções fúngicas, etc.)
“O tratamento mais indicado para ‘dedo em gatilho’ é a infiltração local com esteróides e o repouso das articulações. Em casos mais graves, pode ser necessário um procedimento cirúrgico que consiste na abertura da bainha daquele dedo”, explica o ortopedista.
Prevenção
A prevenção pode ser feita pela substituição de alguns equipamentos, como uso de grampeador elétrico, carimbos acolchoados, luvas de gel e também exercício de alongamento, musculação e relaxamentos para mãos e dedos. “Alguns minutos de alongamento durante o trabalho ajuda a relaxar os tendões. Este hábito pode prevenir diversos problemas ligados ao esforço repetitivo”, orienta Vicente.
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Dor no Calcanhar - Conheça a Fasciite plantar
novembro 24, 2009 by admin
Categoria: Saúde | Bem Estar
Cerca de 10% da população mundial apresenta a fasciite plantar.
Quem nunca ouviu a expressão “calcanhar de Aquiles”? O que pouca gente sabe é que ela remete ao herói Aquiles que, segundo a mitologia grega, era um homem muito forte, exceto por um ponto fraco: o calcanhar.
Lendas à parte, o certo é que o calcanhar é um ponto muito vulnerável mesmo. Tanto que ele pode ser o local de várias doenças. A mais frequente, sem dúvida nenhuma, é a fasciite plantar. Uma inflamação na camada de tecido mole localizada na região inferior do osso calcâneo e que atinge cerca 10% da população em pelo menos um momento da vida, garantem as pesquisas médicas.
“Essa é a causa mais comum de dor nos pés em adultos. Provavelmente acontece por uma fissura degenerativa mecânica por pressão direta no local durante a marcha ao longo da vida, ou seja, na origem da fáscia, região do calcanhar inferior e medial. É mais comum em pessoas com excesso de peso, atletas, mulheres e em quem tem a pisada pronada (aquela que toca o solo com a parte externa do calcanhar e rola o pé excessivamente para dentro). Existem inúmeras pesquisas demonstrando também haver um encurtamento do tendão da panturrilha como causa da dor”, explica o ortopedista, Vicente Carlos F. Macedo.
Segundo o médico - que atende, em média, dois casos por dia no consultório - a aparição dos sintomas é lenta e não está relacionada a quedas ou torções. O principal sintoma da fasciite plantar é a dor no calcanhar ao andar e ao ficar em pé. Normalmente ocorre ao se levantar e apoiar completamente o pé no chão, pois na posição de descanso, a fáscia está relaxada, porém, ao dar os primeiros passos, ela é alongada. “Para um diagnóstico, o médico perguntará se a parte de baixo do pé ou do calcanhar está sensível e se existe dor ao alongar a sola do pé. Para a confirmação é necessário um exame de raio-X “, afirma Vicente.
O médico garante que a melhor maneira de evitar a dor é usando calçados de boa qualidade e no tamanho apropriado. Essas dicas são ainda mais importantes durante o exercício ou longas caminhadas sobre superfícies duras. Além disso, “o alongamento do tendão calcâneo sempre garante uma boa qualidade de vida e evita recidiva da dor no dia-a-dia”, complementa.
Dicas para tratar o problema:
• Faça compressas de gelo por oito minutos.
• O médico poderá prescrever medicamentos antiinflamatórios para diminuir a dor e a inflamação.
• O uso tênis e palmilhas pode melhorar o amortecimento do pé.
O médico poderá encaminhar o paciente para a fisioterapia, com o objetivo de alongar a fáscia plantar e fortalecer a musculatura da parte inferior da perna, que estabiliza o tornozelo e o calcanhar.
Quando o calcanhar estiver dolorido, o paciente deve descansar o máximo que puder.
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Problema no joelho afeta mais as mulheres
novembro 10, 2009 by admin
Categoria: Saúde | Bem Estar
Condromalácea pode começar na adolescência e piorar na idade média
Artroses, tendinites e condromalácea são dores traumáticas mais comuns no joelho. Essa última, pouco conhecida, é uma patologia com incidência maior entre mulheres. O principal motivo é o quadril mais largo que faz a ação do músculo quadríceps tender a lateralizar a patela, havendo assim, uma sobrecarga na articulação.
Mais conhecida como cartilagem mole, a condromalácea pode atacar mulheres desde a adolescência até a idade média. Sua principal característica clínica são dores nos joelhos causadas pela flexo-extensão, que acontece quando uma pessoa sobe e desce escadas ou mesmo ao levantar de uma cadeira. Devido à falta de informação, geralmente a lesão da cartilagem não é detectada e tratada com antecedência.
“A condromalácia patelar começa com o amolecimento da cartilagem evoluindo para fragmentação e até mesmo soltura de pedaços dentro da articulação do joelho. A causa fundamental é a fraqueza do quadríceps na pessoa sedentária”, explica o médico ortopedista, Vicente Carlos Franco Macedo.
Como tratar
Na maioria dos casos o tratamento é simples, baseado no uso de antiinflamatórios via oral, fisioterapia e, posteriormente, exercícios físicos para o fortalecimento da musculatura da coxa. “Geralmente esse tipo de procedimento com os tratamentos oferece bons resultados como a melhora da dor e a total reabilitação do paciente. Apenas em casos muito avançados como arrancamento da cartilagem, ou lesão de ligamentos ou meniscos, o ato cirúrgico é indicado”, finaliza o médico.
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Porta-bebê representa risco para danos para a saúde
outubro 16, 2009 by admin
Categoria: Saúde | Bem Estar
Equipamento garante segurança e liberdade se usado de maneira correta.
Carregar crianças de colo para baixo e para cima nem sempre é tarefa fácil. Os carrinhos geralmente são grandes, os pisos irregulares e com isso a tarefa vai ficando cada vez mais desgastante para a família. Para resolver esse tipo de problema foi criado o porta-bebê, um suporte onde a criança é colocada dentro de um tecido amarrado ao corpo, lembrando uma bolsa da mamãe canguru.
Não há dúvida que a invenção facilitou a vida dos pais, mas é bom ficar atento. Se usado de forma indevida o porta-bebê pode trazer danos a saúde de quem o carrega. “Não é recomendável usar os carregadores durante longos períodos para não sobrecarregar a coluna e o tronco”, alerta o médico ortopedista Vicente Carlos Franco Macedo.
Os carregadores são seguros, desde que os pais tomem alguns cuidados: verificar o estado da costura e do tecido, não deixar que o pano cubra o rosto do bebê, não colocar objetos dentro e, por fim, usar o bom senso ao transportar a criança, segurando-a ao se inclinar para frente.
O Dr.Vicente explica também que é importante sempre fortalecer a musculatura mantendo um bom condicionamento físico e alongamentos diários para evitar dores lombares e cervicais. Sem falar que, quanto maior o peso da criança e do próprio adulto, pior a sobrecarga. O uso do porta-bebê também é contra indicado ao andar de bicicleta ou dentro do carro.
Seguindo essas dicas, os carregadores podem facilitar a vida dos papais e mamães. Mas vale ressaltar que a qualquer sintoma de dor muscular o médico deve ser consultado para as devidas precauções.
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Dicas para retardar o envelhecimento
setembro 28, 2009 by admin
Categoria: Saúde | Bem Estar
A ciência não consegue impedir a velhice, mas se esforça para entender por que algumas pessoas são organicamente mais jovens do que a idade que têm. Em outras palavras, os estudiosos vêm analisando os caminhos que ajudam a atrasar o relógio interno e conservar homens e mulheres saudáveis e jovens por mais tempo. O equilíbrio na alimentação traz benefícios incomensuráveis à nossa saúde física e mental.
Não fumar, malhar sem exageros, dar preferência a alimentos naturais, bem como frutas e verduras organicas (sem pesticidas ou adubos químicos), e utilizar técnicas de relaxamento para combater o estresse são medidas eficientes para reduzir a produção dos radicais livres.
Uma das teorias científicas mais aceitas sobre o processo de envelhecimento é a dos famosos radicais livres, substâncias formadas no próprio organismo a partir das relações metabólicas e que prejudicam o desempenho das células, acelerando sua oxidação e seu desgaste. Porém, os radicais também aparecem como resposta ao estresse da vida moderna, ao excesso de atividade física e às agressões do meio ambiente, como poluição, cigarro, exposição demasiada aos raios ultravioletas do sol e contato com pesticidas pulverizados nas lavouras e aditivos alimentares (conservantes, corantes, estabilizantes, acidulantes e toda a parafernália química utilizada pela indústria alimentícia).
A atividade desses minúsculos agressores de células é contraditória: em pequena quantidade são benéficos, auxiliando no combate a infecções; mas se seu número aumenta muito, a vítima passa a ser o próprio organismo que os gerou. O corpo produz antioxidantes para se defender. No entanto, se a produção dos radicais livres é excessiva ou se as células perderam o vigor de quando a pessoa era mais jovem, o organismo não consegue neutralizar essas substâncias e o resultado é o envelhecimento precoce. A seguir, dicas valiosas para conseguir um equilíbrio e retardar a ação do tempo!
• Consumir diariamente alimentos antioxidantes, ricos em vitamina A (vegetais de cor amarela, leite e derivados na versão light), vitamina E (óleo de sementes, azeitonas, azeite de oliva, óleo de peixe), vitamina C (frutas cítricas, vegetais de folhas escuras) e em minerais como selênio (frutos do mar, grãos, sementes), magnésio (nozes, castanhas, grãos integrais, frutos do mar) e zinco (cereais integrais, castanhas, mariscos, leguminosas).
• Aumentar para cinco porções diárias o consumo de alimentos funcionais ricos em fitoquímicos e antioxidantes, como os carotenóides (tomate, cenoura, abóbora, espinafre, acelga, frutas cítricas, melão, pêssego), flavonóides (soja, cenoura, frutas cítricas, pepino, tomate, pimentão, berinjela, cereja, framboesa, salsa), licopenos (tomate, pimentão, melancia, cenoura, mamão) e taninos (maçã, manjericão, manjerona, sálvia, uva; caju, manga).
• Reduzir o máximo possível o consumo de ítens com alto índice glicêmico (os que contêm açúcar e ou farinha refinados). Isso porque, ao serem metabolizados, estimulam a produção de insulina pelo pâncreas, levando a um aumento na produção de insulina também fazem com que o organismo armazene mais gordura corporal e reduza a queima, favorecendo o aumento de peso.
• Diminuir a ingestão de gordura saturada (de origem animal, como ovos, carnes gordas, leite e laticínios integrais). Prefira sempre as versões lights ou desnatada. Evite também a gordura trans, presente em frituras, margarinas não cremosas, sorvetes, salgadinhos e doces industrializados em geral. Tanto uma quanto a outra, além de estimular a produção de radicais livres, elevam o mau colesterol e podem ocasionar inflamações nas artérias e articulações - o que é uma das causas do aparecimento precoce das doenças crônico-degenerativas, entre elas o mal de Alzheimer, o mal de Parkinson e a artrite reumatóide, sem falar nos problemas cardiovasculares. Escolha alimentos ricos em gordura monoinsaturada, em ômega 3 e ômega 6, como nozes, abacate, azeite de oliva (melhor se for extravirgem), peixes de águas profundas e sementes (ou óleo de sementes, como o de linhaça), que sao saudávis e até ajudam a evitar doenças.
Sintomas da síndrome do “ombro congelado”
setembro 12, 2009 by admin
Categoria: Saúde | Bem Estar
No começo pode ser uma dificuldade de alcançar objetos no alto de uma prateleira ou até na hora de se vestir. Pouca gente nota rapidamente, mas esses são os primeiros sinais da síndrome do “ombro congelado”, mais conhecida como frozen sholder. Segundo o médico ortopedista Vicente Carlos Franco Macedo, “a síndrome está associada a dores no ombro e pescoço e até mesmo na coluna e para o paciente com a síndrome é como se o ombro estivesse realmente congelado, assim, impossibilitando movimentos amplos ou curtos no dia-a-dia”.
Esta enfermidade começa com uma inflamação do ombro,ou seja, uma bursite .À medida que a doença avança o ombro diminui os movimentos, pois a cápsula da articulação diminui de tamanho (capsulite) apertando o osso nela contido.Após um período variável de seis meses a um ano a doença melhora e acontece o descongelamento do ombro. A chave do tratamento consiste em tentar ganhar movimentos nas 2 fases iniciais para não deixar seqüela.
Pessoas mais afetadas pela síndrome
Quem tem diabetes, disfunções na tireóide, até mesmo que apresente níveis altos de triglicérides, deve ficar atento quanto à síndrome. Praticantes de esportes que forçam muito os ombros, como vôlei e tênis, também tendem a sofrer com a doença, mas estudos comprovam que o grupo mais afetado pela síndrome do “ombro congelado”, associada a quedas e mau jeito, são mulheres entre 40 e 50 anos.
O tratamento
O diagnóstico precoce continua sendo a melhor forma de tratamento da doença. Afinal, aquando não diagnosticada e não tratada ela pode restringir movimentos por cerca de seis meses, no mínimo. “A síndrome do “ombro congelado” não dura para sempre, além de medicamentos injetáveis a fisioterapia é indicada na maioria dos casos”, explica o médico.
Para o tratamento da síndrome, um bom profissional deverá prescrever exercícios específicos, assim, fortalecendo os músculos e dissolvendo a tensão causada pela dor. Em alguns casos mais graves pode haver indicação de tratamento cirúrgico. “No geral, os pacientes que seguem o tratamento corretamente, aos poucos retomam a confiança dos movimentos e voltam à prática de suas rotinas habituais”, conclui o médico.
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Bolsas baratas podem prejudicar a saúde
setembro 1, 2009 by admin
Categoria: Saúde | Bem Estar
Grandes quantidades de chumbo encontrado nas peças, podem provocar intoxicação e outras doenças.
Seguir as tendências da moda e manter a saúde em dia: esta é uma união perfeita que não combina com o uso das bolsas femininas baratas, tipo fabricadas na China. O especialista em patologia clínica e Coordenador Médico Nacional da Medilar Gestão em Saúde, Dr. Horizonte Sakalauskas Pretel, explica que estes acessórios podem conter altos níveis de chumbo, o que é prejudicial ao organismo.
Em junho deste ano, pesquisadores do Center for Environmental Health de Oakland, Califórnia, EUA, demonstraram que bolsas femininas feitas de couro sintético ou vinil continham altíssimos níveis do componente: 54000 ppm (cerca de 90 vezes o limite de 600 ppm permitido por lei daquele Estado). Ainda presente em vários produtos que usamos diariamente como alguns cosméticos, lacres de garrafas de vinho, brinquedos antigos, artefatos de vidro e porcelana, tintas para telas, nas emissões industriais, a exposição constante ao chumbo pode provocar intoxicação. “Diariamente estamos expostos a pequenas quantidades desse metal, seja através da respiração, da pele ou dos alimentos ingeridos. Apesar do efeito cumulativo, o organismo de pessoas saudáveis consegue excretar pela urina e fezes a maior parte do chumbo ingerido, impedindo que ocorram níveis tóxicos ao longo dos anos. Contudo, se o organismo estiver debilitado, houver desnutrição, má alimentação ou a exposição for aumentada, pode ocorrer intoxicação, o que na maior parte das vezes ocorre de modo insidioso ao longo de vários anos e até décadas”, afirma Dr. Horizonte.
O especialista ainda ressalta os malefícios que o excesso do chumbo pode causar ao organismo humano: “Em adultos, a exposição ao chumbo durante longos períodos de tempo pode causar problemas como dificuldades de memorização, formigamentos e sensação de picadas nos dedos das mãos e pés, alteração urinária, fraturas ósseas, hipertensão arterial, doença cardíaca, entre outros males. Em crianças pode resultar em dificuldades para aprender, dano cerebral e até mesmo comportamento violento na idade adulta”.
Para a escolha correta de uma bolsa, Dr Horizonte dá algumas dicas importantes:
• Procure informações com a Anvisa (www.anvisa.org.br.) ou o INMETRO (www.inmetro.gov.br.) ou até no centro de toxicologia de seu estado (http://www.anvisa.gov.br/toxicologia/centros.htm) para saber, dependendo do tipo de produto, quais são os limites máximos permitidos para a concentração de chumbo.
• Se você for comprar uma bolsa ou carteira compre uma que seja feita de produto natural ao invés de couro sintético ou vinil.
• Se você já possui uma bolsa de couro sintético, pintada em cores amarelas ou derivadas, certifique-se que crianças não brinquem com ela. Recomenda-se também lavar as mãos depois de manuseá-la.
• Peça informações na sua loja de acessórios favorita a respeito de produtos que contenham chumbo e evite comprá-los.
Obs: O Dr. Horizonte gerencia nacionalmente a Medilar em Ribeirão Preto e Campinas (SP) e está à disposição para entrevistas por telefone.
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Uso de cigarro e álcool aumenta problemas nos ossos
agosto 4, 2009 by admin
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Quando associados, estes vícios diminuem 45% a resistência óssea.
Para quem ainda não se convenceu do mal que o cigarro e bebidas alcoólicas fazem à saúde, uma nova descoberta do Instituto de Biologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) pode ser decisiva. A pesquisa confirma o fato de uma pessoa que fuma e bebe ter resistência óssea 45% menor do que a de alguém sem esses vícios. A baixa resistência dos ossos também retarda a recuperação em casos de cirurgias e tratamentos médicos.
Para o membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, Vicente Carlos Franco Macedo essa fragilidade é causada pela diminuição na concentração de cálcio nestes casos. “Além do consumo do fumo e álcool, normalmente essas pessoas não praticam esportes, dormem e se alimentam mal. Este comportamento prejudica a qualidade óssea”, explica.
Problemas
Entre os principais problemas que podem afetar este grupo de pessoas, o ortopedista destaca as doenças de longo prazo como o diabetes, derrames, infartos do miocárdio e osteoporose. “Em pacientes que apresentam estas patologias a qualidade de vida cai muito, principalmente após os 50 anos. No caso da osteoporose, aumentam a possibilidade de fraturas com mínimo de impacto ou quedas em casa e ainda a possibilidade de serem submetidos à amputação de membros devido ao tromboembolismo (trombose venosa) decorrente do cigarro”, alerta.
Segundo o médico, a baixa resistência dos ossos também dificulta os resultados em casos de cirurgias e tratamentos médicos. “São pacientes difíceis com recuperação complicada e lenta. Pois o fumo retarda a cicatrização afetando toda cadeia inflamatória e não deixa as células de defesa eliminar as células cancerígenas. Enfim, o vício é um sério problema de saúde pública”, expõe o médico do Triângulo Mineiro.
Cálcio
O cálcio é um componente mineral essencial para os ossos, incluindo os dentes. Ainda atua na modulação de algumas proteínas e é um dos responsáveis pelas contrações musculares. “A presença dele no organismo, e o seu estoque que é armazenado nos ossos, dependem completamente da alimentação. Assim, uma dieta balanceada contribui para o bom funcionamento corporal. Já uma alimentação desequilibrada poderá favorecer o aparecimento de doenças”, apresenta Ludmila Milken, nutricionista clínica do Santa Genoveva Complexo Hospitalar.
“Este nutriente é importante em todas as faixas etárias. Porém, dos 9 aos 18 anos e após os 50, o corpo requer maior quantidade para favorecer a manutenção da estrutura óssea e evitar patologias resultantes da falta de cálcio”, justifica a nutricionista.
Quantidade de cálcio encontrada a cada 100 gramas/ml dos alimentos:
Alimento / Quantidade (mg)
Queijo Minas / 685
Manjuba / 530
Amêndoa / 497
Gergelim / 417
Sardinha / 402
Flor crua de brócolis / 400
Aveia / 392
Corvina / 330
Couve manteiga / 300
Avelã / 287
Iogurte natural desnatado / 183
Castanha do Pará / 172
Agrião / 168
Espinafre cozido / 136
Leite desnatado / 123
Soja / 102
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Tumor nos pés afeta principalmente as mulheres
julho 14, 2009 by admin
Categoria: Saúde | Bem Estar
86% das vítimas são do sexo feminino. A grande incidência dos casos pode estar ligada ao uso frequente de salto alto e bico estreito.
Dores nos pés não são sinônimo de cansaço. Quando ocorrem com maior freqüência podem indicar um alerta do corpo de que algo está errado.
Entre os problemas relacionados a tais dores está o Neuroma de Morton ou Neuroma Interdigital. Com nome desconhecido pela maioria da população, este tumor benigno ocorre entre os ossos dos dedos e afeta principalmente o sexo feminino. Segundo estudo publicado pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, 86% dos casos ocorrem em mulheres entre 20 e 70 anos.
De acordo com o ortopedista de Uberlândia, Vicente Carlos Franco Macedo as dores são sintomas típicos desta síndrome. “Os nervos se distribuem entre os ossos e em torno dos dedos. Os neuromas são tumores benignos do tecido nervoso e se caracterizam por uma degeneração lenta das fibras nervosas. Este tipo de doença aparece mais frequentemente entre os ossos dos 3º e 4º dedos (3º espaço) ou entre o 2º e 3º dedos (2º espaço)”, explica.
Sintomas
Segundo o ortopedista, o principal sintoma é dor e dormência na planta do pé irradiada para os dedos causada pela falta de irrigação de sangue intraneural devido pressão excessiva exercida pelo tumor. “No momento da dor é recomendado que a pessoa sente-se e retire o calçado para massagear a polpa do pé para obter alívio”, orienta o ortopedista.
Além desses sintomas, o Neuroma também pode provocar queimação e parestesia (sensações como formigamento e pressão que podem ocorrer quando algum nervo sensorial é afetado) ou ainda dor ao suportar o peso do corpo depois de apenas um curto período de tempo.
Causas
As causas do Neuroma ainda são desconhecidas, mas algumas pesquisas apontam alguns comportamentos comuns aos afetados, como o uso prolongado de sapatos de salto alto ou apertados. Esses tipos de calçados diminuem a circulação do sangue nos pés, principalmente nos dedos.
Outro fator observado é o excesso de atividades físicas de alto impacto, como as corridas, saltos e vários outros esportes com ou sem bola, que causam traumatismos no ante-pé.
Tratamento
Além de medicação adequada, é necessário avaliações ortopédicas e exames de ressonância magnética para auxiliar no diagnóstico. “Os corticóides associados aos anestésicos locais dão resultados mais duradouros, quando aplicados, via dorsal, nos espaços específicos, sobre as articulações metacarpo - falangeananas. A infiltração local é repetida duas a cinco vezes, agindo sobre a possível inflamação do nervo local”, detalha Vicente.
A mudança de hábitos também é importante nesta fase. “A utilização de calçados apropriados é fundamental para que o tratamento seja eficaz e permanente. O uso de infiltração de corticosteróides e anestésicos pode ser necessário, o que varia de acordo com o caso”, conclui o ortopedista.
No final de um ano de tratamento se não houver remissão dos sintomas pode-se indicar a ressecção cirúrgica do Neuroma.
Neuroma de Morton
O tumor leva esse nome porque foi descrito por Thomas Morton em 1876. Mas também é conhecido como “Metatarsalgia de Morton”, “Neuralgia de Morton”, “Neuroma plantar” ou ainda “Neuroma interdigital”.
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