Lesões bucais ocasionadas por aparelhos podem ser amenizadas
fevereiro 20, 2012 | admin
Categoria: Saúde | Bem Estar
Toda pessoa que opta pelo aparelho ortodôntico fixo para corrigir a deformação das arcadas dentárias e as bases ósseas, em algum período do tratamento, se depara com o incômodo das lesões bucais, como as aftas. Até que a boca se adapte ao objeto ainda estranho, as feridas que o fio ou braquete do aparelho ortodôntico fixo provoca vão aparecer e incomodar um pouco. Por quanto tempo? O ortodontista Plínio Antônio de Moraes explica que varia de pessoa para pessoa, mas, geralmente o incômodo suportável dura em média de um a dois meses. “Enquanto isso não acontece, vale a pena investir nas ceras próprias que tem a função de isolar o contato do fio ou da braquete com a ferida. A cera não é tóxica e não traz nenhum efeito colateral ou desconforto. Fazer bochechos com água morna e sal também é uma boa dica que alivia as partes doloridas”.
Plínio disse que no início do tratamento e após as manutenções é normal que os dentes fiquem doloridos. “Se o paciente achar necessário pode fazer uso de um analgésico leve, devidamente receitado por um profissional ortodontista. Até que o dente se adéque a manutenção, é preciso fazer a ingestão de alimentos mais pastosos”.
O estudante João Pedro Rezende Tomé de 15 anos sabe bem o que é ter que se adaptar com o aparelho. Para tratar uma deformação na arcada superior e melhorar a estética, ele deixou a vaidade no topo da lista de suas prioridades e optou pelo aparelho auto ligável. Uma opção inovadora e de resultado mais rápido. “Senti um incomodo leve só nos primeiros dias que o aparelho foi fixado. O fio soltou e começou a me machucar. Mas, voltei ao dentista e num instante ele ajeitou tudo. No mais, apenas quando ajusta o fio é que sinto meus dentes um pouco sensíveis. Não é o fim do mundo. O que vale mesmo a pena é ter um sorriso bonito e ver os dentes alinhados”, disse o estudante.
Enquanto essa fase não passa o paciente deve se atentar para alguns cuidados com o aparelho. As orientações vão desde evitar a roer unhas a comer alimentos duros ou grudentos como balas, pirulitos, pipoca, amendoim, rapadura, carnes e verduras ou frutas que se enquadrem nessas características. “Se a pessoa quer comer, por exemplo, uma maça ou uma cenoura crua, basta cortá-la em pedaços pequenos. Alimentos duros podem descolar os braquetes e soltar o fio. Se isso acontecer procure o ortodontista”, aconselha Plínio.
Higienização
A odontóloga Eglé Lilia de Moraes diz que o ortodontista tem a responsabilidade de orientar o paciente com relação aos cuidados, higienização, desconfortos que possam surgir e danos ao aparelho. Com o aparelho ortodôntico, a limpeza fica ainda mais necessária. É preciso tirar tempo para usar o fio dental. Além disso, a escovação precisa ser bem feita, principalmente em volta dos braquetes e mais próxima à gengiva. Isso vai evitar a gengivite e o aparecimento de cáries e de placas bacterianas. “A placa bacteriana é formada por células descamadas, restos de alimentos e microrganismos. A má escovação faz com que a placa fique dura e de difícil remoção”, afirma a odontóloga Eglé Lilia de Moraes.
Para que a escovação seja eficaz, Eglé explica ainda que a escova dental precisa ter cerdas arredondadas e macias. “Existem escovas dentais com pequenos tufos para facilitar na limpeza dos braquetes. Com a ajuda dos cremes dentais que contém flúor e substâncias antibacterianas, se as orientações do dentista forem seguidas dificilmente haverá o desenvolvimento da cárie. Não adianta mostrar a escova aos dentes, é preciso tirar tempo para uma boa escovação, no mínimo 3 minutos. Na dúvida do modo correto de escovação e de passar o fio (agulhinha de plástico), peça orientação ao ortodontista”.
Eglé afirma ainda que o uso de bochechos com soluções fluoretadas é bem vindo porque auxilia na proteção do esmalte dos dentes e evita o surgimento de placa bacteriana. Porém deve ser usado com a orientação do dentista.
Sobre os profissionais
O dentista Plínio Antônio de Moraes é formado pela Universidade Católica de Campinas desde 1968 e possui duas especializações: Ortodontia na técnica de Edgewise, feita pela Sociedade Paulista de Ortodontia; e a outra em técnica Bio Progressiva, preconizada pelo Dr. Robert Murray Ricketts, pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, EUA. Está frequentemente se atualizando em cursos, seminários e congressos, inclusive ativo na Sociedade Norte Americana, trazendo todos os anos as mais recentes novidades em ortodontia em termos de conhecimento e tecnologias.
Dra Eglé Lilia de Freitas Moraes é formada pela Faculdade de Odontologia de Campinas (PUC) e especializada em Odontopediatria, Estética e Dentística.

